Gostei deste miradouro desde o primeiro momento. Porquê? Talvez porque o encontrei quando comecei a afastar-me das zonas centrais, no processo de enamoramento com Praga. Ali senti que estava a penetrar na alma da cidade, a pisar solos onde os estrangeiros não vão, a começar a conhecer estes pequenos cantos onde as pessoas “normais” levam as suas vidas quotidianas, afastadas da Praga das histórias de encantar, mantida para usufruto da multidão de turistas que mantém o seu coração a pulsar.

Chegar a Dobeska é mais simples do que pode parecer. É uma questão de apanhar o eléctrico 17, que corre paralelo ao rio, em toda a extensão do centro da cidade, do lado Este. Depois é sair em , atravessar a avenida e encontrar umas escadinhas que sobem a partir do pequeno jardim que vai encontrar ali.

Uma vez no topo, usufruirá de uma nova perspectiva de Praga. O miradouro encontra-se enquadrado por um pequeno jardim, e a vista é explicada por um painel informativo, infelizmente apenas em Checo. Castelo, a ponte Karlovo, a praça antiga e a praça Venceslau… todas essas referências dos guias turísticos não fazem parte desta outra Praga, genuína, verdadeira. A Praga dos Praguenses, e não a que há muito foi tomada de assalto pelas hostes de japoneses, italianos, alemães. Em baixo, corre o Vltava, e na outra margem observa-se um outro morro, que, por falar nisso, é outra excelente opção para o visitante que quer conhecer mais. Ao lado de Dobeska, para Sul, existe um parque que poderá explorar, se tiver tempo e vontade. É um exemplo dos muitos espaços verdes que existem na cidade. Não com a organização e a manipulação de um parque urbano; é mais um pequeno bosque, deixado quase em estado selvagem, apenas com alguns trilhos a revelarem a presença urbana.

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Ricardo Ribeiro viveu durante três anos em Praga, apenas pelo amor à cidade e um dia decidiu criar um website dedicado à sua paixão. Actualmente mantém os fortes laços emocionais e sociais com Praga e passa alguns meses por ano por lá.

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