Férias Económicas em Praga

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Viajar a partir de Portugal

Até há relativamente pouco tempo, a forma mais práctica de viajar até Praga era simplesmente voando pela TAP. A transportadora aérea nacional, não sendo uma operadora “low cost”, oferece mesmo assim preços que chegam a ser bastante aceitáveis. Se tiver a sorte de encontrar uma promoção talvez consiga uma viagem de ida e volta por 200 Eur. Mas usualmente o custo dos vôos é de 250 a 300 Euros. Neste momento a CSA, as linhas aéreas da República Checa, estão a fazer ligações do Porto e de Lisboa, mais ou menos aos mesmos preços que a TAP.

Contudo, os preços mais apetecíveis são sem dúvida os propostos pelas companhias “low cost”. Ryanair, Easy Jet, Wizzair são alguns dos operadores que o podem ajudar a chegar a Praga com um custo reduzido. A utilização de qualquer uma destas companhias implica algum esforço de planeamento e alguns malabarismos. É necessário estudar as hipóteses de ligações, num universo em constante mutação. Para umas datas a solução A será a melhor, para outras, já a solução B se adequará.

Um pouco mais elaborado mas talvez a mais económica e directa, será voar para Hamburgo com a Ryanair e de lá seguir por comboio para Praga. Sem necessidade de pernoitar num aeroporto, e com preços que podem ser abaixo dos 140 Eur para ida e volta.

Também se pode voar de Faro para Wroclaw, na Polónia, e de lá seguir de autocarro, com a Polski Bus.

As viagens directas a partir de Portugal, neste momento exclusivas da TAP, demoram cerca de três horas. Já as trocas e baldrocas com as “low cost” significam vôos com durações muito variáveis, muitas vezes implicando uma noite (ou parte dela) passada num aeroporto algures por essa Europa.

Couchsurfing

Se um alojamento de baixo preço lhe agrada, então e que tal um cantinho a preço zero? Calma. Há compromissos, e nada é realmente de borla. Mas vamos lá ver… já ouviu falar em Couchsurfing? Trata-se de uma comunidade internacional cujos membros oferecem um lugar na sua própria casa aos viajantes, sem pedir qualquer contrapartidas. Não pedem eles, mas pede o próprio conceito, e o que deve dar em troca é, por seu turno, disponibilizar também o seu lar para acolher visitantes.

É preciso deixar bem claro que nada disto é rígido. Há membros que de momento não podem oferecer “couch”; não é por isso que ficam impedidos de viajar e solicitar um abrigo aos outros. Tudo se baseia no bom senso. Por outro lado, a partir do momento em que decide aderir em grande estilo, disponibilizando o sofá la da sala ou o quarto de visitas, não terá que aceitar todos os interessados em “surfar” o seu “couch”. Antes de dizer que sim, terá acesso ao perfil completo do requerente, onde consta um registo das suas experiências anteriores, com “feedbacks” mais ou menos detalhados.

Convém não cair na tentação de encarar o Couchsurfing como uma forma práctica de usufruir daquelas fériazinhas de borla. O pessoal que usa o sistema fareja à distância os chicos-espertos que enveredam por essa via, e, ou nem respondem ou dar-lhe-ão um rotundo “não”. Se estiver interessado, a primeira coisa que deve fazer após criar um perfil no sistema, é enriquecê-lo ao máximo. Preencha todos os campos, explique em que condições aceita convidados, crie galerias de imagens. Ser novo no sistema e não ter ainda “feedbacks” é um problema menor do que encará-lo com leviandade.

Em Praga, existe uma comunidade de Couchsurfers muito activa. A coisa já há muito extravasou a simples permuta de alojamento. Tornou-se numa rede social real, com encontros permanentes, de carácter diverso: ir ao cinema, jogar frisbee no parque, partir para um dia de caminhada no campo ou na serra, experimentar em conjunto novos pubs, clubes de leitura… a lista continuaria, porque a imaginação é o limite.

Ora ao entrar imediatamente neste círculo, ficando em casa de alguém que já está por dentro, tem acesso imediato a uma realidade que raras vezes está ao alcance do mero turista. Pode penetrar de imediato na sociedade local, ir aqueles sítios que só quem vive numa cidade conhece, receber informações preciosas e aprender curiosidades que não constam nos guias de viagem. Costumo pensar no Couchsurfing, e perdoem-me o anglicismo, como “the ultimate way of traveling”.

Não se deverá esquecer que Praga é um dos grandes destinos mundiais de turistas, e encontrar um “couch” disponível por aqui pode ser complicado. Não desanime às primeiras negativas. Por vezes, não só em Praga como noutras grandes cidades, pode ser necessário enviar para cima de cinquenta pedidos até ter uma resposta positiva.

Claro que aderir ao Couchsurfing traz-lhe vantagens que não se esgotarão com a viagem a Praga. É uma porta aberta para o viajante, onde quer que vá. Não se esqueça é que para aderir, deverá fazê-lo de coração aberto, não apenas com os olhos postos na carteira.

Perfil pessoal do vosso “Guia” de Praga:

www.couchsurfing.org/people/torgut/

Alojamento Económico: Hósteis

A cultura do hostel tem uma projecção mundial que até há pouco tempo me escapava. Foi apenas depois de me instalar em Praga que compreendi a popularidade destes estabelecimentos hoteleiros. De todo o mundo partem viajantes, sobretudo jovens, que com um orçamento reduzido conseguem cruzar continentes, visitando inúmeros países, com recurso à boleia ou a transportes económicos, e alojando-se em hósteis.

Um hostel não oferece as comodidades do hotel, ou mesmo da pensão. Mas a verdade é que por preços muito mais baixos, chegam a disponibilizar condições que às vezes não se encontram nos seus “parentes ricos”. As taxas mais reduzidas implicam a estadia num dormitório, com pessoas desconhecidas. É certo que nunca sabemos quem nos vai calhar em sorte, mas por outro lado, o ambiente de confraternização e de troca de ideias entre culturas distintas que se vive nos hósteis oferece uma experiência única, potenciadora de construção de novas amizades. Quanto à segurança dos nossos haveres, a disponibilização de cacifos ou cofres é regra quase comum.

Mesmo assim, os mais reservados podem optar por alojamentos próprios, naturalmente a preços mais altos, mas mesmo assim muito acessíveis.

Entretanto, a grande popularidade dos hósteis tem uma consequência imediata: é preciso reservar a estadia com enorme antecedência, especialmente quando se trata dos estabelecimentos mais recomendáveis e mais económicos.

Alguns hósteis recomendados em Praga

Hostel Arpacay

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O Arpacay oferece uma enorme gama de alojamentos, desde o convencional quarto para duas pessoas até apartamentos com oito camas, com preços a começarem nas 390 Czk (cerca de 16 Eur) para a estadia em dormitório de cinco a oito pessoas. Nos preços, inclui-se pequeno-almoço, internet wi-fi em todo o espaço, computadores para utilização para quem não leva o seu portátil, cozinhas para os hóspedes, lavandaria, cacifos seguros.

Morada
Hostel Arpacay
Nerudova 223/40
118 00 Prague 1
Telefone
+420 251 552 297

Website
www.arpacayhostel.com

Hostel Elf

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Localizado no mítico bairro de Zizkov, o Elf tem recepção aberta durante 24 horas, e oferece estadias desde 10 Eur por noite. Oferece um agradável espaço exterior, onde o hóspede pode apreciar a boa e barata cerveja checa. Incluido no preço está o acesso à Internet, cofre-forte em todos os quartos e dormitórios, acesso à cozinha e à lavandaria.

Morada
Hostel Elf
Husitská 11
130 00 Prague 3
Telefone
+420 220 540 963

Website
www.hostelelf.com

 

Travellers Hostel

Na realidade, trata-se de uma pequena rede, composta por vários estabelecimentos, e não só em Praga.

As condições e preços variam, pelo que deverá consultar o website do Travellers e comparar o que cada estabelecimento tem para oferecer. Alguns, apenas disponibilizam camas em dormitório, enquanto outros oferecem quartos duplos e de outras lotações. O preço mais baixo é no estabelecimento de Ujezd (uma óptima localização), onde poderá ficar por menos de 8 Euros, incluindo pequeno-almoco!

Em todos eles terá acesso gratuito à Internet, assim como cofres para os objectos mais preciosos. Tenha em atenção que alguns dos estabelecimentos Travellers só se encontram abertos na época alta.

Website
www.travellers.cz

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Ricardo Ribeiro viveu durante três anos em Praga, apenas pelo amor à cidade e um dia decidiu criar um website dedicado à sua paixão. Actualmente mantém os fortes laços emocionais e sociais com Praga e passa alguns meses por ano por lá.

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